Na ‘história da noite’, ele é um dos caras com maior importância, e um dos pioneiros dos segmento. Muitos dos projetos que você conhece e freqüenta hoje, se inspiraram nos dele, ou até começaram com ele mesmo. E o sucesso de anos não fez o ‘menino’ Mauro Borges se distanciar da gente… Além de ainda dançar e ferver na pista das baladas em que toca, é fácil encontrar com ele casualmente, na Rua Augusta, com amigos conversando…
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Tico – Mauro, você se considero um ícone, ou um mito?
Mauro – Nem mito, nem ícone, apenas alguém com idéias que trabalha e acredita e ama o que faz.
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Mas você percebe sua importância na noite?
Claro, sei que alguns clubs que estive foram influenciadores de atitude estilo, mas o mérito nunca foi só meu.
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A inauguração da Nation foi seu ponto de partida?
Profissionalmente comecei lá , o que me deixa com muito orgulho. mas o amor pela musica e as pistas nasceram comigo.
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Antes disso o que você fazia da vida?
Sou jornalista e ator formado e ja fiz de tudo um pouco… modelo, garçom, animador de festas, vendedor, bancário, e universitário profissional, kkkkk.
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Desse tempo pra cá, você percebe muita diferença no comportamento gay na noite?
Sim, os gays há 20 anos atrás estavam em guetos e não havia visibilidade e respeito..Hoje existe mais visibilidade e algum respeito.
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Não dá pra contabilizar as casas em que você passou, não é? Mas quais foram as mais importantes?
Claro que da pra contabilizar… mas creio que Nation, Massivo e Disco Fever foram os clubs que marcaram mais pela influencia e popularidade.Também gosto dos projetos que ajudei a instalar na radio Energia 97 Fm.
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Você passou um outras cidades do Brasil pra mostrar seu trabalho. Qual delas o público te recebeu melhor?
Graças a Deus, meu trabalho tem agradado por todo o pais.
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Já pagou mico, entrou numa furada… no meio da festa?
Claro que já paguei mico… quem nunca pagou? O pior é o Mixer queimar… Acaba tudo!
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Qual música está no seu Set do começo da sua carreira até hoje?
Não diria música, mas artista… Madonna, sempre abro meus sets com ela. Desde o começo.
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Você foi capa da 8º Edição da G Magazine, e eu me lembro que uma vez você me disse que na época quase ninguém toparia fazer as fotos, porque ainda era um ‘ramo’ muito novo no Brasil, e as pessoas não estavam acostumadas com esse tipo de trabalho. Como foi realiza-lo? Rolou algum preconceito?
Eu me diverti muito fazendo as fotos e hoje com Porntube no auge… nem lembro sobre preconceito, kkkkk…
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Todo mundo percebe essa sua ligação ’sensualidade-e-pista de dança’… É esse seu segredo?
Eu nunca percebi esta ligação que você diz, eu sempre me concentro em transmitir através da minha energia, alegria e felicidade… Acho que sensualidade de alguma maneira é isso também.
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Você passou pelos programas da Xuxa, Hebe, Angélica. Como foi lidar com a visibilidade desses trabalhos?
Eu sempre que tenho momentos de exposição encaro como trabalho de divulgação, apenas isso, sem vaidade ou estrelismos… Afinal a vida é tão efêmera. E se expor não é o máximo da vida!
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Dos novos talentos da noite, quais você acha que vieram pra ficar? (eu né, huahuauh)
Gosto de você, Tico, do Duda Hering, do Pedro Beck e da Lais Pattack… O pessoal da Junlge também arrasa. E já não é mais nova geração, mas também não é velha, e arrasa é André Almada.
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Fala um pouco da Meow Disco Club pra gente?
O Meow (se diz Miau) fica na Rua Marques de Itú, 284, e é super estiloso… Tem como proposta uma ‘reenergizada’ nos anos 90, começo de toda esta cena! E tem uma super decoração…
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Tico – Mauro, lindão… Muito obrigado pela participação, eu e a equipe da Lôca agradecemos muito. Você é muito querido por mim, e por todos aqui. Beijos!

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